CLORIDRATO DE NALTREXONA, PARA O QUE E INDICADO E PARA O QUE PROVIDE?

Cloridrato de Naltrexona, para o que e indicado e para o que provide?

Cloridrato de Naltrexona, para o que e indicado e para o que provide?

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Cloridrato de Naltrexona e indicado como terapia farmacologica no programa de tratamento do alcoolismo.

O tratamento do alcoolismo deve ser multimodal, e que pode envolver, alem do medicamento, suporte psicologico e social, conforme criterio medico.

Cloridrato de Naltrexona e indicado tambem como antagonista no tratamento da dependencia de opioides administrados exogenamente. E indicado para proporcionar efeito terapeutico benefico no programa direcionado a dependentes.


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Quais as contraindicacoes do Cloridrato de Naltrexona?
A naltrexona e contraindicada em:
Pacientes que estejam recebendo analgesicos opioides;
Pacientes que sejam atualmente dependentes de opioides;
Pacientes com sindrome de abstinencia aguda de opioides;
Pacientes nos quais o teste com naloxona tenha falhado ou com urina positiva para o teste de opioides;
Hipersensibilidade ao cloridrato de naltrexona ou a qualquer um dos componentes da method. Nao se conhece existencia de sensibilidade cruzada com naloxona opioides contendo fenantreno;
Pacientes com hepatite aguda ou deficiencia hepatica.
Risco na gravidez: categoria C.

Este medicamento nao deve ser utilizado por mulheres gravidas sem orientacao medica ou do cirurgiao-dentista.

Como usar o Cloridrato de Naltrexona?
O medicamento destina-se a administracao por by way of oral.

Atencao: o tratamento com Cloridrato de Naltrexona nao deve ser iniciado ate que o paciente esteja detoxificado e tenha abstinencia de opioides por no minimo 7 a ten dias. Caso exista qualquer duvida do uso destas substancias o teste com naloxona devera ser realizado antes do inicio do tratamento com Cloridrato de Naltrexona.

Tratamento farmacologico do Alcoolismo
Para a maioria dos pacientes recomenda-se uma dose diaria de fifty mg. Os relatos de estudos placebocontrolados demonstraram eficacia da naltrexona, como parte do tratamento do alcoolismo, com doses diarias de 50 mg, por ate 12 semanas. Cloridrato de Naltrexona deve ser considerado como apenas um dos fatores determinantes do sucesso do tratamento do alcoolismo. Fatores associados com os bons resultados obtidos nos estudos clinicos com o cloridrato de naltrexona foram o tipo, intensidade e duracao do tratamento, conduta apropriada para condicoes comorbidas; uso de grupos comunitarios de apoio e boa adesao a medicacao. Para atingir o melhor resultado possivel com o tratamento, devem ser empregadas tecnicas apropriadas para aumentar a adesao a todos os componentes do programa de tratamento, especialmente adesao a medicacao.

Tratamento da Dependencia de Opioides
Diretrizes gerais para o tratamento
O tratamento nao deve ser iniciado ate que o paciente esteja detoxificado e tenha abstinencia de opioides por no minimo seven a 10 dias. Relatos pessoais de dependentes de opioides informando sobre a abstinencia devem ser confirmados atraves da analise da urina do paciente para detectar a ausencia destas substancias. O paciente nao pode estar manifestando sinais ou relatando sintomas de abstinencia.

Caso exista qualquer duvida de dependencia oculta a opioides, devera ser realizado o teste com naloxona. Se persistirem sinais de abstinencia de opioides apos o teste, o tratamento com naltrexona nao podera ser iniciado.

O teste com naloxona podera ser repetido em 24 horas.

O tratamento deve ser iniciado com cuidado, com uma dose inicial de 25 mg de naltrexona. Caso nao ocorram sinais de abstinencia, o paciente pode iniciar a dose de fifty mg no dia seguinte.

Teste com naloxona
O teste nao devera ser realizado em pacientes com sinais ou sintomas clinicos de abstinencia a opioides ou em pacientes cuja urina contenha opioides. O teste com naloxona podera ser feito tanto por by way of intravenosa como subcutanea.

By means of Intravenosa
Deve-se injetar inicialmente 0,two mg de naloxona e enquanto a agulha ainda estiver na veia do paciente, o mesmo deve ser observado por 30 segundos para evidenciar sinais e sintomas de abstinencia.

Se nao houver evidencia de abstinencia, aplicar mais 0,6 mg de naloxona e o paciente devera ser observado por um periodo adicional de 20 minutos para detectar sinais e sintomas de abstinencia.

By means of subcutanea
Se esta via de administracao for selecionada, devem ser aplicados 0,8 mg de naloxona e o paciente deve ser observado por twenty minutos para verificar se existem sinais e sintomas de abstinencia.

Condicoes e Tecnica de Observacao do Paciente
Durante o periodo apropriado de observacao, devem ser monitorados os sinais vitais dos pacientes e tambem os sinais de abstinencia. E importante tambem questionar o paciente cuidadosamente.

Os sinais e sintomas de abstinencia incluem, porem nao se limitam, aos relatados a seguir:
Sinais de Abstinencia
Congestao nasal ou rinorreia, lacrimejamento, bocejo, sudorese, tremor, vomito ou piloerecao.

Sintomas de Abstinencia
Sensacao de mudanca de temperatura, dores nas articulacoes ou ossos e musculos, colicas abdominais.

Interpretacao do Teste com naloxona
A presenca dos sinais e sintomas descritos indica um risco potencial para o paciente e nesses casos a naltrexona nao podera ser administrada. Se nao houver nenhum sinal ou sintoma de abstinencia observado, deduzido ou relatado, a naltrexona podera ser administrada. Se houver alguma duvida do observador em relacao ao estado do paciente, que deve estar livre de opioide, ou no caso de o mesmo estar em estado continuo de abstinencia, deve-se aguardar por mais de 24 horas e depois repetir o teste.

Esquemas Posologicos Alternativos
Uma vez iniciado o tratamento com fifty mg de naltrexona a cada 24 horas, esta dose produzira bloqueio clinico adequado das acoes dos opioides administrados parenteralmente (ou seja, esta dose bloqueara os efeitos de 25 mg de heroina, por by way of intravenosa).

Uma dose alternativa pode ser necessaria em casos de administracao supervisionada. Dessa forma, pacientes podem receber 50 mg de naltrexona em cada dia da semana com uma dose de 100 mg no sabado, 100 mg em dias alternados, ou one hundred fifty mg a cada terceiro dia. O grau de bloqueio produzido pelo cloridrato de naltrexona pode ser reduzido por esses intervalos de dose estendidos.

Pode haver um risco maior de dano hepatico com doses unicas acima de fifty mg, de forma que o uso de doses maiores e o aumento dos intervalos entre as doses devem ser ponderados quanto aos possiveis riscos em relacao aos provaveis beneficios.

Quais as reacoes adversas e os efeitos colaterais do Cloridrato de Naltrexona?
Durante dois estudos randomizados, duplo-cegos, placebo-controlados de three meses para avaliar a eficacia da naltrexona como tratamento auxiliar na dependencia de alcool, houve boa tolerancia a naltrexona. Nestes estudos, os pacientes receberam diariamente fifty mg de naltrexona. Cinco por cento desses pacientes tiveram que abandonar o uso da substancia devido a nauseas. Nenhuma reacao adversa seria foi relatada durante esses dois estudos.

Enquanto os extensos estudos que avaliaram o uso de naltrexona em pacientes detoxificados, anteriormente dependentes de opioides, nao conseguiram identificar nenhum risco serio com o uso do produto, os estudos placebo-controlados, que usaram doses de ate five vezes (ate 300 mg/dia) maiores que as recomendadas para uso em bloqueio dos receptores opioides, mostraram que a naltrexona causa lesao hepatocelular em uma proporcao substancial de pacientes submetidos a altas doses.

Exceto por este achado e pelo risco da precipitacao de abstinencia opioide, as evidencias disponiveis nao indicam que a naltrexona usada em qualquer dose seja causa de qualquer outra reacao adversa em pacientes que estejam livres de opioides. E basic reconhecer que a naltrexona pode precipitar ou exacerbar os sinais e sintomas de abstinencia em pacientes que nao estejam completamente livres de opioides exogenos.

Pacientes dependentes, especialmente de opioides, estao expostos a multiplas reacoes adversas e alteracoes laboratoriais, inclusive anormalidades da funcao hepatica. Dados de estudos controlados e de observacao sugerem que estas anormalidades, com excecao da hepatotoxicidade relacionada a dose descrita anteriormente, nao estao relacionadas ao uso da naltrexona.

Entre os individuos livres de opioides, a administracao de naltrexona nas doses recomendadas nao tem sido associada ao perfil previsivel de reacoes adversas ou eventos desfavoraveis. Entretanto, como acima mencionado, entre os pacientes que usam opioides, a naltrexona pode causar serias reacoes de abstinencia.

A naltrexona nao tem demonstrado causar aumentos significativos de queixas em estudos placebo-controlados em pacientes comprovadamente livres de opioides por mais que 7 a 10 dias. Estudos de farmacologia clinica com alcoolatras e em voluntarios tem sugerido que uma pequena parte de pacientes pode experimentar um sintoma complexo semelhante a sindrome de abstinencia, consistindo de lacrimejamento, nausea moderada, colica abdominal, inquietacao, dores nas articulacoes, mialgia e sintomas nasais.

Isto pode representar o desmascaramento do uso oculto de opioides ou pode representar sintomas atribuiveis a naltrexona. Varios padroes alternativos de posologia tem sido recomendados para tentar reduzir a frequencia destas queixas.

Alcoolismo
Em um estudo aberto de seguranca com pacientes alcoolatras, recebendo naltrexona, foram observadas as seguintes reacoes adversas em two% ou mais dos pacientes: nausea (ten%), cefaleia (7%), tontura (four%), nervosismo (4%), fadiga (4%), insonia (three%), vomitos (3%), ansiedade (two%) e sonolencia (two%).

Em grupos placebo e controle concomitantes, sob tratamento de alcoolismo, foram relatados: depressao (5 a 7%), tendencia ao suicidio (2%) e tentativa de suicidio (< one%).

Embora nao haja nenhuma relacao causal com a naltrexona, os medicos devem estar atentos ja que o tratamento com este farmaco nao reduz o risco de suicidio nesses pacientes.

Dependencia de opioides
As seguintes reacoes adversas foram relatadas tanto no estado basal como durante os estudos clinicos com a naltrexona em dependentes de opioides:
Reacao muito comum (ocorre em 10% dos pacientes que utilizam este medicamento):
Dificuldade de dormir, ansiedade, nervosismo, dor ou caibra abdominal, nausea e/ou vomito, adinamia, dores nas juntas e musculos, cefaleia.
Reacao comum (ocorre entre one e ten% dos pacientes que utilizam este medicamento):
Perda de apetite, diarreia, constipacao, sede aumentada, energia aumentada, depressao, irritabilidade, tonturas, exantema cutaneo, ejaculacao retardada, diminuicao da potencia e calafrios.
Reacao incomum (ocorre entre 0,1 e one% dos pacientes que utilizam este medicamento):
Respiratorios: congestao nasal, prurido, rinorreia, espirros, garganta inflamada, excesso de muco ou catarro, disturbios nos seios nasais, respiracao pesada, rouquidao, tosse, respiracao diminuida.
Cardiovasculares: sangramento nasal, flebite, edema, aumento da pressao arterial, mudancas de ECG inespecificas, palpitacoes, taquicardia.
Gastrintestinais: flatulencia, hemorroidas, diarreia, ulcera.
Musculoesqueleticas: ombros, pes ou joelhos doloridos, tremores, contracoes.
Geniturinarios: poliuria ou disuria, aumento ou diminuicao de interesse sexual.
Dermatologicos: pele oleosa, prurido, acne, tinea pedis, herpes simples, alopecia.
Psiquiatricos: depressao, paranoia, fadiga, inquietacao, confusao, desorientacao, alucinacao, pesadelos.
Sensoriais: visao turva, queimacao, sensibilidade a luz, tumefacao, dor, cansaco; obstrucao de ouvido, dor, tinido.
Gerais: aumento de apetite, perda de peso, ganho de peso, bocejos, sonolencia, febre, boca seca, cabeca pesada, dor inguinal, glandulas inchadas, dores laterais, pes frios, fases de calor.
Outros: depressao, suicidio, tentativa de suicidio tem sido relatados durante o uso de naltrexona no tratamento de dependencia opioide. Nao se demonstrou nenhuma relacao causal.
Testes Laboratoriais
Com excecao de alteracoes nos testes hepaticos, os resultados de testes laboratoriais, assim como os relatos de reacoes adversas, nao mostraram padroes de alteracoes consistentes que possam ser atribuidas ao tratamento com naltrexona.

Foi relatada purpura idiopatica trombocitopenica em um paciente que pode ter sido sensibilizado com naltrexona em um tratamento previo com o medicamento. A condicao foi revertida sem sequelas apos a interrupcao da naltrexona e tratamento com corticosteroide.

Superdose: o que acontece se tomar uma dose do Cloridrato de Naltrexona maior do que a recomendada?
A experiencia clinica com superdose de naltrexona em humanos e limitada. Em um estudo onde pacientes receberam 800 mg de naltrexona por dia, por ate uma semana, nao mostraram evidencias de toxicidade.

A DL50 em camundongos, ratos e cobaias foi respectivamente de 1100-1550 mg/kg, 1450 mg/kg e 1490 mg/kg.

Altas doses de naltrexona (geralmente ≥ 1000 mg/kg) produziram salivacao, depressao/reducao de atividade, tremores e convulsoes. Em estudos de toxicidade aguda no camundongo, rato e cao, a causa-morte foi devido a convulsoes tonico-clonicas e/ou depressao respiratoria.

Em caso de superdose os pacientes devem receber tratamento sintomatico e serem rigorosamente supervisionados.

Em caso de intoxicacao ligue para 0800 722 6001, se voce precisar de mais orientacoes.

Interacao medicamentosa: quais os efeitos de tomar Cloridrato de Naltrexona com outros remedios?
Nao foram realizados estudos para avaliar as possiveis interacoes medicamentosas da naltrexona com outras substancias que nao os opioides. Consequentemente deve haver cuidado na administracao concomitante com outros medicamentos.

A seguranca e a eficacia do uso concomitante de naltrexona e dissulfiram sao desconhecidas. Desaconselha-se o uso concomitante destes dois farmacos hepatotoxicos, a nao ser que os beneficios justifiquem os riscos.

Letargia e sonolencia foram relatadas apos administracao de tioridazina e naltrexona.

Os pacientes em tratamento com naltrexona podem nao se beneficiar de medicamentos contendo opioides, como os antitussigenos, preparacoes para gripes, antidiarreicos e analgesicos opioides. Em situacoes emergenciais quando houver necessidade de analgesia opioide em pacientes recebendo naltrexona, a quantidade necessaria do opioide pode ser maior que a usual, e a depressao respiratoria resultante pode ser maior e mais prolongada.

Quais cuidados devo ter ao usar o Cloridrato de Naltrexona?
Procedimentos adotados quando houver necessidade de reversao do bloqueio da naltrexona
Em situacao de emergencia em pacientes que recebem doses plenas do produto, sugere-se como monitoramento a analgesia regional, sedacao consciente com um benzodiazepinico, o uso de analgesicos nao-opioides ou anestesia geral.

Em situacoes em que seja necessaria a analgesia opioide, a quantidade do opioide pode ser maior que a usada normalmente e a depressao respiratoria resultante pode ser mais profunda e prolongada.

Nestes casos, o uso de analgesico opioide de acao rapida que minimiza a duracao da depressao respiratoria e preferivel. A quantidade administrada de analgesico deve ser dosificada de acordo com as necessidades do paciente. Reacoes nao mediadas por receptor podem ocorrer e devem ser esperadas, provavelmente devido a liberacao de histamina (como exemplo, edema da encounter, prurido, eritema generalizado ou broncoconstricao).

Independentemente do farmaco escolhido para reverter o bloqueio da naltrexona, o paciente deve ser monitorado rigorosamente por profissionais treinados e devem estar disponiveis equipamentos de ressuscitacao cardiopulmonar.

Procedimentos adotados quando a sindrome de abstinencia for acidentalmente precipitada com naltrexona
Sindromes de abstinencia graves precipitadas pela ingestao acidental de naltrexona tem sido relatadas em pacientes dependentes de opioides. Os sintomas de abstinencia tem aparecido 5 minutos apos a ingestao de naltrexona e tem durado por ate 48 horas. O estado mental se altera, incluindo confusao, sonolencia e alucinacoes visuais. As perdas significativas de fluidos, atraves de vomitos e diarreia, necessitam de reidratacao venosa. Em todos os casos os pacientes foram rigorosamente monitorados e a terapia com medicacao nao opioide foi administrada de acordo com as necessidades individuais.

O uso de naltrexona nao elimina ou diminui os sintomas de abstinencia. Se a naltrexona e administrada no inicio do processo de abstinencia, isso nao impedira que o paciente apresente sinais e sintomas que estariam presentes caso a naltrexona nao tivesse sido administrada. Numerosos eventos adversos sao conhecidos por estarem associados a abstinencia.

Uso em pacientes com insuficiencia renal
O cloridrato de naltrexona e seu metabolito principal sao excretados principalmente na urina, assim cuidados sao recomendados na administracao deste farmaco em pacientes com disfuncao renal.

Uso em pacientes com insuficiencia hepatica
Deve-se ter cuidado quando a naltrexona e administrada a pacientes com doenca hepatica. Observou-se um aumento da ASC de naltrexona de aproximadamente five e ten vezes em pacientes com cirrose hepatica compensada e descompensada, respectivamente, em comparacao com individuos com funcao hepatica ordinary. Estes dados tambem sugerem que as alteracoes na biodisponibilidade da naltrexona estao relacionadas a severidade da doenca hepatica.

Informacao para Pacientes
Recomenda-se que o medico considere as seguintes informacoes aos pacientes tratados com naltrexona:
O medico devera orientar o paciente que este recebeu cloridrato de naltrexona como parte do tratamento abrangente para seu alcoolismo ou dependencia de drogas. E indicado que o paciente possua uma identificacao para alertar os profissionais de saude para o fato de que esta tomando cloridrato de naltrexona. O paciente deve ser alertado, que caso exact de tratamento emergencial, deve informar ao medico que esta recebendo a terapia com naltrexona.

O paciente deve tomar naltrexona conforme indicado pelo medico. Se o paciente tentar autoadministrar heroina ou qualquer outra droga opioide, em pequenas doses, enquanto estiver utilizando naltrexona, nao percebera nenhum efeito. Mais importante, no entanto, se o paciente tentar autoadministrar grandes doses de heroina ou qualquer outro opioide (incluindo metadona) enquanto estiver utilizando naltrexona, podera sofrer graves consequencias, incluindo coma e obito.

A naltrexona e bem tolerada nas doses recomendadas, mas pode causar lesoes hepaticas quando ingerida em excesso ou em pacientes que desenvolverem doenca hepatica de outras causas. O medico deve atentar-se quanto a sintomas presentes no paciente tais como dor abdominal com duracao remarkable a alguns dias, urina escura ou olhos amarelados, e interromper o uso de naltrexona imediatamente.

Testes laboratoriais
A suspeita de lesao hepatica relacionada a drogas e critica se a ocorrencia de dano no figado induzido por naltrexona for detectada o mais cedo possivel. As avaliacoes, utilizando testes apropriados para detectar lesoes hepaticas sao recomendadas em uma frequencia adequada para a situacao clinica e a dose de naltrexona.

A naltrexona nao interfere com os metodos de cromatografia liquida de camada fina, fuel liquido e alta pressao que podem ser utilizados para a separacao e deteccao de morfina, metadona ou quinina na urina. A naltrexona pode ou nao interferir com metodos enzimaticos para a deteccao de opioides, dependendo da especificidade do teste. Consulte o fabricante do teste para obter detalhes especificos.

Suicidio
Sabe-se que o risco de suicidio e aumentado em pacientes com abuso de droga com ou sem depressao concomitante. O risco nao e diminuido pelo tratamento com naltrexona.

Gravidez
A naltrexona mostrou aumentar a incidencia de perda fetal precoce quando administrada a ratos em doses ≥ thirty mg/ kg/dia (a hundred and eighty mg/m2 /dia, five vezes a dose terapeutica recomendada, com foundation na place da superficie corporal) e aos coelhos em doses orais ≥sixty mg/kg/dia (720 mg/m2 /dia, 18 vezes a dose terapeutica recomendada, com base na location da superficie corporal). Nao houve evidencia de teratogenicidade quando a naltrexona foi administrada por through oral a ratos e coelhos durante o periodo de maior organogenese em doses ate 200 mg/kg /dia (32 e 65 vezes a dose terapeutica recomendada, respectivamente, com base na spot da superficie corporal).

Os ratos nao formam quantidades significativas do principal metabolito humano, 6-β-naltrexol; portanto, a toxicidade reprodutiva potencial dos metabolitos em ratos nao e conhecida.

Nao existem estudos conclusivos e bem controlados em mulheres gravidas. A naltrexona somente deve ser administrada durante a gravidez quando os beneficios justificarem o risco.

Risco na gravidez: categoria C.

Este medicamento nao deve ser utilizado por mulheres gravidas sem orientacao medica ou do cirurgiao-dentista.

Parto
Nao se tem conhecimento se a naltrexona afeta ou nao a duracao do parto.

Amamentacao
Nao se tem conhecimento se a naltrexona e excretada no leite humano. Devido ao fato de que muitos farmacos sao excretados no leite humano, a administracao de naltrexona somente deve ocorrer se o potencial beneficio justificar o risco.

Carcinogenese / mutagenese / fertilidade
Os seguintes dados sao baseados em resultados de experiencias com roedores. O potencial carcinogenico, mutagenico e os efeitos sobre a fertilidade do metabolito 6-(beta)-naltrexol sao desconhecidos.

Em um estudo de dois anos em ratos, existiram pequenos aumentos nos numeros de mesoteliomas testiculares em machos e tumores de origem vascular em machos e femeas. A incidencia de mesotelioma em machos recebendo naltrexona a hundred mg/kg/dia (600 mg/m²/dia; sixteen vezes a dose terapeutica recomendada, baseada na spot de superficie corporal) foi 6%, comparada com a incidencia historica maxima de four%. A incidencia de tumores vasculares em machos e femeas recebendo doses de 100mg/kg/dia (600 mg/m²/dia) foi 4%, mas so a incidencia em femeas aumentou se comparados com o controle de incidencia maximo historico de two%. Nao existem evidencias de carcinogenicidade em um estudo de dois anos com naltrexona em ratos machos e femeas.

Existem evidencias limitadas de um efeito genotoxico fraco em um ensaio de mutacao genetica em uma linha de celulas mamiferas, no ensaio letal da Drosophila recessiva, e em um teste nao-especifico de reparo de DNA com E. coli. Entretanto, nenhuma evidencia de potencial genotoxico foi observada em uma escala de outro teste in vitro, incluindo ensaios para mutacao genetica em bacterias, leveduras ou em uma segunda linha de celulas mamiferas, um ensaio de aberracao cromossomatica e um ensaio para danos no DNA em celulas humanas. Naltrexona nao mostrou clastogenecidade em um ensaio com micronucleos do rato, in vivo.

Naltrexona [one hundred mg/kg/dia (600 mg/m 2 /dia) PO (oral); sixteen vezes a dose terapeutica recomendada, baseada na location de superficie corporal] causou um aumento significativo na pseudogravidez em ratos. Tambem ocorreu uma queda na taxa de gravidez em ratas. Nao possui efeito na fertilidade masculina nesse nivel de dose. A relevancia dessas observacoes na fertilidade humana nao e conhecida.

Uso em idosos
Nao foi estabelecido o uso seguro de naltrexona em pacientes idosos.

Uso pediatrico
Nao foi estabelecido o uso seguro de naltrexona em pacientes com menos de 18 anos.

Advertencias do Cloridrato de Naltrexona
Hepatotoxicidade
A naltrexona tem a propriedade de causar lesao hepatocelular quando administrada em doses excessivas.

A naltrexona e contraindicada em hepatite aguda ou deficiencia hepatica e seu uso em pacientes com doenca hepatica ativa deve ser cuidadosamente considerado tendo em vista seus efeitos hepatotoxicos.

O limite de seguranca entre a dose recomendada de naltrexona e a dose que causa lesao hepatica, parece ser somente de cinco vezes ou menos. A naltrexona nao parece ser hepatotoxica nas doses recomendadas.

Os pacientes devem ser alertados do risco de lesao hepatica e aconselhados a parar com o uso de naltrexona, procurando assistencia medica se houver sintoma de hepatite aguda.

As evidencias do potencial de hepatotoxicidade da naltrexona sao provenientes de um estudo placebocontrolado em que a substancia foi administrada a pacientes obesos, numa dose aproximada de five vezes a recomendada para o bloqueio de receptores opioides (300 mg/dia). Neste estudo, 5 a 26 pacientes apresentaram transaminases sericas elevadas (picos ALT oscilando de 121 a 532; ou three a 19 vezes os seus valores basais), apos tres a oito semanas de tratamento. Embora os pacientes envolvidos estivessem clinicamente assintomaticos e os niveis de transaminase de todos os pacientes nos quais foi feito um acompanhamento tenham retornado aos valores basais em questao de semanas, a ausencia de elevacoes dos niveis de transaminase de grandeza identical, naltrexona valor em qualquer dos pacientes placebo do mesmo estudo, e uma forte evidencia de que a naltrexona e uma hepatotoxina, nao idiossincratica.

Esta conclusao e tambem apoiada pela evidencia de outros estudos placebo-controlados em que a exposicao a naltrexona em doses acima das quantidades recomendadas para o tratamento do alcoolismo ou bloqueio opioide (50 mg/dia), produziu elevacoes mais numerosas e mais significativas das transaminases sericas do que com o placebo.

Foram relatadas em um estudo clinico aberto, elevacoes de transaminases em cerca de 30% dos pacientes com mal de Alzheimer, que receberam naltrexona, em doses de ate 300 mg/dia, por five a 8 semanas. Apesar de nao ter sido relatado nenhum caso de lesao hepatica com o uso de naltrexona, os medicos sao aconselhados a considerar isto como um possivel risco ao tratamento e ter o mesmo cuidado em prescrever a naltrexona que com outros farmacos com potencial de causar dano hepatico.

Sindrome de Abstinencia precipitada acidentalmente
Para prevenir a ocorrencia da sindrome aguda de abstinencia, ou a exacerbacao de uma sindrome de abstinencia subclinica preexistente, os pacientes devem estar isentos de opioides durante, no minimo, 7 a ten dias antes de se iniciar o tratamento com Cloridrato de Naltrexona.

Considerando-se que a ausencia de um farmaco opioide na urina nao e prova suficiente de que o paciente esteja isento de opioide, deve ser realizada a prova com naloxona caso o medico considere que exista risco de precipitar uma reacao de abstinencia apos a ingestao de naltrexona.

Tentativa de superar o bloqueio opioide
Embora o cloridrato de naltrexona seja um antagonista potente com efeitos farmacologicos prolongados (24 a seventy two horas), o bloqueio produzido por este farmaco e reversivel. Isto e util em pacientes que possam necessitar de analgesia, mas torna-se um risco potencial em individuos que tentam, por conta propria, superar o bloqueio pela administracao de grandes quantidades de opioides exogenos.

Assim, qualquer tentativa por um paciente de superar o antagonismo, fazendo uso de opioide e muito perigosa, podendo acarretar em superdose fatal. O dano pode ocorrer devido a concentracao plasmatica que o opioide atinge imediatamente apos sua administracao aguda, que pode ser suficiente para superar o bloqueio competitivo do receptor. Como consequencia, o paciente pode estar em perigo iminente de sofrer intoxicacao por opioide com risco de vida (por exemplo, parada respiratoria, colapso circulatorio, etcetera.).

Os pacientes devem ser alertados sobre os riscos graves da tentativa de superar o bloqueio opioide.

Existe tambem a possibilidade de que um paciente tratado com naltrexona podera responder a doses menores de opioides previamente usadas, particularmente se estas doses forem administradas de maneira que altas concentracoes no plasma permanecam no organismo apos o tempo que a naltrexona exerce seu efeito terapeutico. Isto pode resultar em potente intoxicacao por opioide (comprometimento ou parada respiratoria, colapso circulatorio, and so forth.).

Os pacientes devem ser alertados de que podem ser mais sensiveis a menores doses de opioides apos o tratamento com naltrexona ser descontinuado.

Abstinencia ultrarrapida de opioides
O uso seguro da naltrexona em programas ultrarrapidos de desintoxicacao de opioides nao foi estabelecido.

Qual a acao da substancia Cloridrato de Naltrexona?
Resultados de Eficacia
Em revisao sistematica, a efetividade clinica de fifty mg/dia de naltrexona foi comparada com placebo em pacientes alcool dependentes recebendo psicoterapia. Um total de 5379 publicacoes foram identificadas, das quais 177 foram analisadas na integra. Como resultado da pesquisa, 19 estudos clinicos com 2723 participantes atenderam aos criterios de inclusao. A analise demonstra que, durante um curto periodo de tratamento (12 - 16 semanas), a administracao de naltrexona associada a psicoterapia resulta em alta eficacia clinica com um perfil de seguranca comparavel ao do placebo no tratamento de pacientes dependentes de alcool.1

Em estudo duplo-cego, randomizado e placebo-controlado, O’Malley et al., avaliaram se a naltrexona administrada em combinacao com psicoterapia aumentaria a aderencia ao tratamento do alcoolismo. Um whole de 104 pacientes foram randomizados para receberem 50 mg de naltrexona ou placebo por 12 semanas combinado com terapia de suporte ldn naltrexona ou enfrentamento da doenca. 61% dos pacientes no grupo de naltrexona/terapia de suporte abstiveram-se continuamente durante as 12 semanas, enquanto que as taxas de abstinencia continua foram de 28% para pacientes do grupo naltrexona / enfrentamento, 21% para pacientes no grupo placebo/ enfrentamento e 19% para individuos no grupo placebo / terapia de suporte. Os pacientes tratados com naltrexona beberam menos dias do que os individuos tratados com placebo. Para a amostra whole, aqueles tratados com naltrexona beberam 4,3% ± 1,four% dos dias de estudo em comparacao com nine,nine% ± one,3% dos dias de estudo em relacao aos tratados com placebo. Entre os pacientes que completaram ao menos 10 semanas de tratamento, a porcentagem de dias em que o alcool foi consumido foi de 3,8% ± one,four% e eight,2% ± 8,2% para aqueles tratados com naltrexona e com placebo, respectivamente. Os resultados apresentados evidenciam a utilidade clinica da naltrexona no tratamento da dependencia do alcool. Alem disso, para o paciente que utiliza naltrexona, o tratamento focado no desenvolvimento de novos mecanismos de enfrentamento pode reduzir ainda mais o risco de recaida e melhorar a qualidade da vida do paciente.two

Com o objetivo de adquirir informacoes de seguranca da naltrexona administrada em pacientes que participam de programas de tratamento de alcool, foi realizado estudo multicentrico de twelve semanas de duracao em forty centros de tratamento de alcoolismo. Dos 865 pacientes incluidos, 570 receberam naltrexona e 295 ficaram no grupo de referencia (sem medicacao). As reacoes adversas mais comuns no grupo da naltrexona foram nauseas (nine,8%) e dor de cabeca (six,six%). Nenhuma informacao nova relacionada a seguranca da naltrexona foi identificada neste estudo, ampliando ainda mais a compreensao do perfil de seguranca da naltrexona no amplo espectro de pacientes tratados por alcoolismo.three

Mangado et al, realizaram estudo multicentrico, observacional e prospectivo para avaliar a seguranca do tratamento com 50 mg/dia de naltrexona durante 6 meses em um grupo de pacientes alcoolatras pertencentes a 42 centros de tratamento do alcoolismo. De um complete de 234 pacientes incluidos no estudo, ha dados completos de 173 pacientes. O nivel de efeitos adversos foi baixo, sendo os mais frequentes astenia, nausea e sonolencia. A naltrexona so foi interrompida em 5 (three%) pacientes por intolerancia. O tratamento com naltrexona em dependentes de alcool por six meses foi bem tolerado e mostra uma alta margem de seguranca.4

Para determinar a eficacia da naltrexona na reducao do uso ilicito de opioides e na adesao ao tratamento, foi realizada revisao sistematica de estudos controlados randomizados comparando tratamento com naltrexona versus controle. Quinze estudos envolvendo 1071 pacientes opioide-dependentes foram incluidos. As urinas opioides positivas, os sintomas psiquiatricos e craving (fissura ou forte desejo ou necessidade de usar alcool) obtiveram resultados significantemente melhores no grupo total de naltrexona comparado com o controle. No grupo de alta adesao, a naltrexona foi significativamente melhor do que o controle em relacao aos seguintes parametros: diferencas na adesao, urinas opioides positivas, sucesso, craving (fissura ou forte desejo ou necessidade de usar alcool) e detencao. A naltrexona e eficaz no tratamento da dependencia de opioides, considerando a importancia da adesao ao tratamento para seu efeito.five

Referencias Bibliograficas:

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Caracteristicas Farmacologicas
A naltrexona e um congenere sintetico da oximorfona, diferindo na estrutura pelo fato de o grupo metila no atomo de nitrogenio ser substituido pelo grupo ciclopropilmetila. O sal cloridrato e um composto cristalino branco, soluvel em agua.

A naltrexona e um antagonista opioide puro que atenua ou bloqueia completamente, reversivelmente, os efeitos subjetivos dos opioides exogenos.

E indicada como parte do tratamento do alcoolismo e como antagonista no tratamento da dependencia de opioides administrados exogenamente. A naltrexona e indicada para proporcionar efeito terapeutico benefico no programa de tratamento direcionado a dependentes. Quando e coadministrado com a morfina, em situacao cronica, o produto bloqueia a dependencia fisica a morfina, heroina e outros opioides. A naltrexona tem poucas acoes intrinsecas alem de suas propriedades de bloqueio aos opioides. Contudo, pode produzir alguma constricao da pupila, por um mecanismo desconhecido.

A administracao da naltrexona nao esta associada com o desenvolvimento de tolerancia ou dependencia. Em pacientes fisicamente dependentes de opioides, a naltrexona precipita a sintomatologia de abstinencia.

Os estudos clinicos indicam que fifty mg de naltrexona bloqueiam os efeitos farmacologicos de twenty five mg de heroina administrada intravenosamente por periodos de ate 24 horas. Outros dados sugerem que dobrando a dose de naltrexona, ocorre bloqueio por forty eight horas e triplicando a dose, ocorre bloqueio por cerca de 72 horas.

A naltrexona bloqueia os efeitos de opioides pela ligacao competitiva (analoga a inibicao competitiva de enzimas) aos receptores opioides. Isto faz com que o bloqueio produzido seja potencialmente superavel, mas ocorrendo bloqueio cheio com naltrexona, com a administracao de doses muito altas de opioides, resultou em sintomas excessivos de liberacao de histamina em pacientes experimentais.

O mecanismo de acao da naltrexona no alcoolismo nao e compreendido, contudo, o envolvimento do sistema endogeno opioide e sugerido nos resultados pre-clinicos. A naltrexona, um antagonista de receptor opioide liga-se competitivamente a tais receptores e pode bloquear os efeitos dos opioides endogenos. Os antagonistas dos opioides tem mostrado a reducao de consumo de alcool pelos animais e a naltrexona tem mostrado a reducao de consumo de alcool nos estudos clinicos.

A terapia com naltrexona nao e adversa e nao causa reacao do tipo-dissulfiram mesmo como resultado do uso de opioide ou com a ingestao de alcool.

Farmacocinetica
A naltrexona e um antagonista de receptor opioide puro. Embora bem absorvida oralmente, esta sujeita a metabolismo significativo de primeira passagem com biodisponibilidade oral estimada em 5% a 40%. Atribui-se a atividade da naltrexona ao farmaco e seu metabolito 6-ß-naltrexol. O farmaco e seus metabolitos sao excretados primariamente pelo rim (53% a 79% da dose), contudo, a excrecao urinaria de naltrexona nao modificada e de menos de 2% de uma dose oral e a excrecao fecal e um meio de eliminacao menor. Os valores da meia-vida de eliminacao t1/2 para a naltrexona e o 6-ß-naltrexol sao de 4 horas e 13 horas respectivamente. A naltrexona e o 6-ß-naltrexol sao dose proporcionais em termos de AUC e Cmax na faixa de fifty a two hundred mg e nao acumulavel apos doses diarias de a hundred mg.

Absorcao
Apos absorcao oral, a naltrexona e rapida e quase completamente absorvida sendo cerca de ninety six% da dose absorvidas pelo trato gastrintestinal. Os picos do nivel plasmatico da naltrexona e do six-ß-naltrexol ocorrem dentro de uma hora apos ingestao da dose.

Distribuicao
O quantity de distribuicao da naltrexona apos administracao intravenosa e estimado em 1350 litros. Testes in vitro com plasma humano mostram que a naltrexona e ligada em 21% as proteinas plasmaticas na faixa de dose terapeutica.

Metabolismo
O clearance sistemico, apos administracao intravenosa de naltrexona e de aproximadamente three,five litros/minuto, que excede o fluxo de sangue hepatico (one,2 litros/minuto). Isto sugere que a naltrexona e um farmaco muito extraivel (> 98% metabolizada) e que os sitios further-hepaticos de metabolismo do farmaco existem. O maior metabolito da naltrexona e o 6-ß-naltrexol. Existem dois metabolitos menores que sao o 2-hidroxi-3-metoxi-six-ß-naltrexol e o two-hidroxi-three-metil-naltrexona. A naltrexona e seus metabolitos sao tambem conjugados para formar produtos metabolicos adicionais.

Eliminacao
O clearance renal da naltrexona varia de 30 a 127 mL/minuto e sugere que a eliminacao renal e feita primariamente por filtracao glomerular. Em comparacao o clearance renal para o 6-ß-naltrexol varia de 230 a 369 mL/minuto, sugerindo um mecanismo adicional secretorio renal tubular. A excrecao urinaria da naltrexona nao modificada e de cerca de 2% da dose oral; a excrecao urinaria do six- ß-naltrexol nao modificado e conjugado e de forty three% da dose oral.

O perfil farmacocinetico da naltrexona sugere que o farmaco e seus metabolitos podem sofrer reciclagem enterohepatica.

Deficiencia Hepatica e Renal
A naltrexona parece ter sitios more-hepaticos para a metabolizacao do farmaco e seu metabolito principal sofre secrecao tubular ativa. Nao foram conduzidos estudos elucidativos com o cloridrato de naltrexona em pacientes portadores de disfuncao hepatica ou renal grave.

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